terça-feira, 1 de julho de 2014

chuva na cidade

chuva na cidade
 
rogel samuel
 
porteiros lavam as calçadas
ou varrem para o meio-fio
 
viúvas saem a passear com o cão
andando devagar
 
homens de terno tiram os carros das garagens
deixando dormindo suas esposas
que sonham com os amantes
 
há uma brisa fresca neste fim de verão
o dia nublado
 
 

2 comentários:

  1. Rogel, a busca do aconchego, a que a chuva me impele e me atrai, toca forte o violino azul da poesia que insiste em mim. Essas brisas, esse verão que termina, esses dias nublados...
    Consegui sentir o perfume cansado exalado dos corpos das senhoras. Consegui "ver" as cenas matinais de um teatro hipócrita. Foi bom ler seu poema.
    Abraços ao poeta.
    Sidnei Garcia Vilches

    ResponderExcluir